terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As quatro visões do ser humano

Inicialmente, tentaremos simbolizar as diferentes imagens do ser humano.
A primeira visão é a visão unidimensional do homem, considerado em uma só de suas dimensões. O homem como matéria, como corpo, apenas. Tem-se falado muito nesta visão homem-máquina e, nesta abordagem, o pensamento é apenas uma complexidade de matéria. É o jogo das sinapses em nosso cérebro. É a matéria que produz o espírito, mas não há espírito fora da matéria.
A segunda visão do ser humano é a visão bidimensional, onde se considera o homem não somente como matéria, corpo, soma, mas também como uma alma, como uma psique. Esta não é uma crença. Esta informação que se pode chamar alma tem uma vida independente em relação ao corpo.

Na época de Fílon de Alexandria, como atualmente, havia ainda uma outra visão do ser humano – uma visão tridimensional. Há o soma, há a psique e há também o que os gregos chamam de nous, que corresponde aproximadamente à palavra espírito, em português.
Nous trata-se de um tipo de inteligência contemplativa que, na antropologia semita, terá o nome de “coração inteligente”. É uma inteligência silenciosa. É a experiência, no homem, de um espaço e de silencio além do mental, além das emoções, além das sensações. Outra antropologia considera o nous não como a parte divina do homem, mas como o local onde se reflete no homem.
Há uma quarta visão do homem. Nela nós reencontramos as três dimensões anteriores como que atravessadas por uma quarta dimensão. As três anteriores, reconhecidas e respeitadas são o soma, a psique, o nous e elas estão atravessadas pelo pneuma. O Pneuma é o sopro, o grande sopro da vida, a energia criadora. Nesta visão do ser humano, trata-se de introduzir o Pneuma no soma, não desprezando o corpo mas permitindo que ele receba melhor o sopre. E isto pode levar a experiências de transfiguração, a momentos em que a matéria fica transparente à luz.

Dentre as visões que mais se reflete em nós nos dias de hoje seria a quarta visão, porque a visão do homem não é um objeto de crença ou de revelação, mas é o aprofundamento de uma observação que tem seu ponto inicial na matéria, composta por uma alma , espirito e também há (o soma, a psique, a nous e a pneuma ) que nos leva  a harmonica razão de nossa existência.


CONHECER O HUMANO: OLHAR PARA SÍ, PARA O OUTRO E PARA A CULTURA.

A palavra antropologia denomina a ciência que estuda o ser humano e a humanidade de maneira totalizante, buscando abranger todas as suas dimensões. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia Cultural da Antropologia Biológica. Cada uma destas, em sua construção abrigou diversas correntes de pensamento.  Para pensar as sociedades humanas, a antropologia preocupa-se em detalhar, tanto quanto possível, os seres humanos que as compõe e nelas se relacionam, tanto nos seus aspectos físicos, quanto na sua relação com a natureza e em suas especificidades culturais. Até o século XVIII o saber antropológico esteve presente na contribuição dos cronistas, viajantes, soldados, missionários e comerciantes que discutiam, em relação aos povos que conheciam, a maneira como estes viviam a sua condição humana. O legado desta época foram os textos que descreviam as terras, a fauna, a flora, a topografia e os povos descobertos, com seus hábitos e crenças. Com a publicação dos livros A Origem das Espécies, em 1859 e A Descendência do homem, em 1871, Charles Darwin principia a sistematização da teoria evolucionista. Seu objeto é o estudo do homen e das sociedades humanas na sua vertente cultural. Para a antropologia a própria cultura é natureza humana uma vez que todas as pessoas têm a capacidade de classificar experiências, codificar classificações simbologicamente e transmitir tais abstrações.

Este estudo é importante para o Direito, ajudando a compreender os aspectos sociais, morais, com as conseqüências de heranças da nossa história. Com essa síntese descrita acima, passamos a perceber um pouco a grande importância de conhecermos a ciência fundamental dos fatores humano e suas relações.
A Antropologia (a ciência da humanidade e da cultura) é essencial para nossa vida profissional, pois possibilita o homem de conhecer a sua origem, a capacidade que ele tem de conhecer-se, nos costumes e no instinto.